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Aquele carnaval e as palavras que não consegui conter

Eu precisava falar, é verdade. Mas tentei conter. É isso que faço, me contenho. Ainda assim, daqui a pouco, tudo estará fora, ao vento, como se não estivesse tido aqui dentro em nenhum momento, mas não sem minhas impressões digitais mapeando todo o caminho até mim, porque tenho um gosto dúbio por ser pego, descoberto. Photo by Marco Bianchetti on Unsplash As memórias têm me rondado, lembrando aquele fevereiro de solidão, liberdade, egoísmo, ansiedade e, em meio a tudo isso, e até como parte disso, felicidade. O tempo passou e agora a nostalgia me enche de passado, enquanto o futuro é tão vazio, em branco, como a folha à minha frente, com hesitação de se escrever. "O que fazer?", a canção ecoa em mim, mesmo sem eu lembrar o resto da letra. Apenas essa pergunta e a melodia de fim de tarde, a olhar o mar, com o coração inquieto, mas a se acalmar, movimento inerente de quem muito sofre mesmo que às vezes por quase nada. Mentalmente ando na orla, vago nas ruas, entro nos bares, v